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domingo, 21 de abril de 2013
Descontrole
Quero o controle da minha vida. Quero decidir o que fazer em cada momento. Parar de desperdiçar o pouco tempo que tenho. Parar de deixar pra começar tudo amanhã ou na segunda. Vou começar hoje. Agora. Quero conseguir fazer tudo que planejei. Vou arrumar tempo. Parar de viver tão automática, tão apressada. Vou fazer tudo com calma, aproveitando cada segundo, mas com urgência de cumprir tudo que planejei. Assim talvez ainda obter o que sempre sonhei. E ainda, talvez até recuperar o tempinho que era só meu, os minutos que eu parava pra me organizar, me desemaranhar um pouco, me compreender. Talvez.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Wild world
Esse ano passou tão rápido. As lembranças passam como um filme correndo pela minha mente, conforme dias fogem de mim. É incrível assistir as memórias dos dias que já se passaram, sentir a expectativa e a insegurança do amanhã. Tenho metas definidas e o medo de não alcança-las é pesado demais. Não gosto muito de não possuir o controle do meu 'amanhã'.
Ultimamente ando pensando demais sobre tudo isso, sobre tudo o que eu quero pra mim. Me sinto um pouco perdida, sem forças. Pergunto-me pra onde foi toda minha energia, supostamente inesgotável. É, estou cansada, mas continuo... Agora não mais só por mim.
Ontem meu pai disse uma frase para minha irmã e para mim, e eu simplesmente não consigo mais parar de pensar nela: " O futuro cobra tudo". Realmente, tudo o que eu já fiz e tudo o que eu faço, cada decisão tomada, tem um preço, uma consequência. Algumas já vieram, outras estão a espera. E essa frase anda me dando forças, me incentivando... Porque agora entendo, se eu desistir, o futuro irá atrás de mim com sua sentença.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Difícil de respirar
Passei um tempo considerável pensando sobre o porquê sinto-me presa, e é tão difícil tentar entender as origens disso. Não sei bem quando começou, talvez não tenha tido uma marca de iniciação, acredito estar intrínseco a mim, mas estou em uma constante busca por respostas.
Apesar de todos os meus sentimentos serem um pouco extremistas... Sinto
demais, quero demais, acredito demais, amo demais, desconfio demais e principalmente
penso
demais. Minha
racionalidade se sobressai. Às vezes acredito ser um dos meus piores defeitos. Antes de qualquer pessoa entrar de vez na minha
vida, há um certo controle sobre todas as situações, todos o sentimentos... Não
há entregas, nem expectativas, tudo é limitado. E não é permitido ultrapassar
esse limite. Essa é minha regra de sobrevivência. Confesso não ser fácil, mas
hoje já tornou espontâneo em mim. Há quem acredite que estou me privando de experiências
incríveis, mas há quem queira conseguir fazer o que faço... Ter o controle de
si, não me apegar até ser seguro. E eu sinceramente não sei no que é melhor,
apenas sei não sou corajosa suficiente pra me render tão facilmente. Entretando, depois de
uma zona de confiança formada, então a pessoa me tem, posso afirmar... Estou
completamente entregue, e toda a
precisão é deixada de lado. Enfim, estou me desviando do assunto que tinha em
mente.
Fico apavorada só de pensar em decepcionar meus pais. Esse medo me
afronta há tanto tempo, já nem tenho ideia desde quando. Sempre tive a
necessidade de ser “o exemplo” de filha, de estudante, “a certinha” entre minhas
amigas, e sempre tentei não fazer as coisas “erradas” (O "errado" a que me refiro, é de acordo com os preceitos me ensinados. Mas afinal, como saber o que é, de fato, o certo e o errado?). Meu
jeito nunca foi por querem que eu fosse assim, EU queria se assim. "O orgulho". Isso criou, e cria constantemente,
uma pressão imensa de mim sobre mim mesma. E até a algum tempo eu conseguia
lidar com isso, e até respondia as minhas expectativas, mas depois do primeiro “não”
dado a mim, está se tornando mais e mais difícil. E agora me sinto sufocada,
por saber que posso, novamente, não responder as minhas expectativas, e
decepcionar meus pais. Tento, juro que tento, me libertar dessa necessidade de
ter sempre que acertar, e me permitir errar sem que haja um duro julgamento da
minha consciência, o que parece já estar entranhado a mim, mas continuo tentando
me permitir mais, afinal é com os erros que aprendemos, não é mesmo? Será mesmo
preciso errar para aprender? Sei lá, mas é o que sempre me falaram. É tão torturante não conseguir controlar o que irá
acontecer, ter apenas que confiar na certeza de que Deus tem o melhor pra mim.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
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