“Eu tenho medo. Do futuro, da
nossa relação, de gostar mais de você e não saber parar. Tenho medo de me
machucar de novo, medo de me doar inteiro e não ter você. Medo de descobrir que
tudo não passou de uma mentira. Ou uma falsidade. Ou um plágio, um erro. Tenho
medo. Não me julgue mal, só me tenta mostrar que esse medo é idiota.”
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Pesado demais.
Hoje farei um desabafo.
Não sei com quem conversar, e não consigo conversar sem cair no choro. Então minhas palavras viram lágrimas, e até agora não encontrei ninguém que tenha conseguido entende-las.
Não sei com quem conversar, e não consigo conversar sem cair no choro. Então minhas palavras viram lágrimas, e até agora não encontrei ninguém que tenha conseguido entende-las.
Não sei por onde começar. Estou muito perdida. Meus pensamentos estão bagunçados. Estou tentando me achar. Achar minha força. Hoje, simplesmente, o objetivo do meu dia foi: Ser forte. Aguentar. Não desabar, ninguém precisa me ver completamente destruída. As forças que me restam são apenas para suportar o dia enquanto estou acompanhada, porque sozinha, não dá. Sozinha, sou apenas eu e minha consciência. Gritando. Acusando-me. Então as lágrimas correm como se já estivessem no limite. Meus olhos permaneceram cheios de lágrimas, durante todo o dia. É, eu estou no limite. A pressão que eu imponho sobre mim, é extrema. E a pressão que eu sinto pelos meus pais, também. Quando penso em não atender as expectativas, uma palavra é gritante em minha mente, entre tantas outras: Vergonha. Serei uma vergonha. E o problema não é ser uma vergonha pra mim mesma, porque afinal, eu tenho o que mereço, certo? Mas meus pais não merecem isso. Ter uma filha que causa vergonha a eles. Toda minha vida eu estudei nos melhores colégios, e sempre que precisava que algum reforço, meus pais não hesitavam e logo me colocavam. Eu estava indo mal em inglês? Então na mesma semana eu já estava fazendo alguma aula particular. Nunca me faltou nada. Na verdade, sempre tive tudo do “bom e do melhor”, então o que é, pelo menos, o esperado? Um retorno, certo? Pelo menos é isso que EU espero, e acredito que todos também. Mas nem isso eu tenho conseguido. E é tão duro escrever isso. Esmaga meu coração. Acaba comigo. Me despedaça. Sou apenas muitos caquinhos espalhados pelo meu quarto.
Ano após ano, tento fazer tudo certo. No meu primeiro vestibular, eu renunciei tudo! Minhas horas de sono, minha vida social, o meu relacionamento familiar, minha alimentação, apenas uma coisa me importava: Estudar. Quando os resultados foram saindo, e as negações foram acontecendo, eu sempre pensava: “O que eu fiz de errado? Será que eu não mereço a minha tão sonhada aprovação?”. As pessoas me falaram que meu erro foi não ter tido umequilíbrio, estudado as horas certas, dormindo o suficiente, tendo minha horinha de lazer. Então, nesse ano de 2012, foi isso que eu tentei fazer, entrei na academia, voltei a ir semanalmente a igreja, comecei a reservar um dia do meu final de semana para sair um pouco. E o que eu esperava? A sensação de dever cumprido. Mas só sinto aquele vazio, aquele pensamento que eu poderia ter feito melhor, poderia ter estudado mais, talvez eu não devesse ter entrado na academia, talvez tenha sido perca de tempo. Agora é tarde demais. Minha primeira prova é domingo, e não estou tranquila, não estou com a sensação de paz no meu coração. E continuo me perguntando: “O que estou fazendo de errado?”.sábado, 8 de dezembro de 2012
Difícil de respirar
Passei um tempo considerável pensando sobre o porquê sinto-me presa, e é tão difícil tentar entender as origens disso. Não sei bem quando começou, talvez não tenha tido uma marca de iniciação, acredito estar intrínseco a mim, mas estou em uma constante busca por respostas.
Apesar de todos os meus sentimentos serem um pouco extremistas... Sinto
demais, quero demais, acredito demais, amo demais, desconfio demais e principalmente
penso
demais. Minha
racionalidade se sobressai. Às vezes acredito ser um dos meus piores defeitos. Antes de qualquer pessoa entrar de vez na minha
vida, há um certo controle sobre todas as situações, todos o sentimentos... Não
há entregas, nem expectativas, tudo é limitado. E não é permitido ultrapassar
esse limite. Essa é minha regra de sobrevivência. Confesso não ser fácil, mas
hoje já tornou espontâneo em mim. Há quem acredite que estou me privando de experiências
incríveis, mas há quem queira conseguir fazer o que faço... Ter o controle de
si, não me apegar até ser seguro. E eu sinceramente não sei no que é melhor,
apenas sei não sou corajosa suficiente pra me render tão facilmente. Entretando, depois de
uma zona de confiança formada, então a pessoa me tem, posso afirmar... Estou
completamente entregue, e toda a
precisão é deixada de lado. Enfim, estou me desviando do assunto que tinha em
mente.
Fico apavorada só de pensar em decepcionar meus pais. Esse medo me
afronta há tanto tempo, já nem tenho ideia desde quando. Sempre tive a
necessidade de ser “o exemplo” de filha, de estudante, “a certinha” entre minhas
amigas, e sempre tentei não fazer as coisas “erradas” (O "errado" a que me refiro, é de acordo com os preceitos me ensinados. Mas afinal, como saber o que é, de fato, o certo e o errado?). Meu
jeito nunca foi por querem que eu fosse assim, EU queria se assim. "O orgulho". Isso criou, e cria constantemente,
uma pressão imensa de mim sobre mim mesma. E até a algum tempo eu conseguia
lidar com isso, e até respondia as minhas expectativas, mas depois do primeiro “não”
dado a mim, está se tornando mais e mais difícil. E agora me sinto sufocada,
por saber que posso, novamente, não responder as minhas expectativas, e
decepcionar meus pais. Tento, juro que tento, me libertar dessa necessidade de
ter sempre que acertar, e me permitir errar sem que haja um duro julgamento da
minha consciência, o que parece já estar entranhado a mim, mas continuo tentando
me permitir mais, afinal é com os erros que aprendemos, não é mesmo? Será mesmo
preciso errar para aprender? Sei lá, mas é o que sempre me falaram. É tão torturante não conseguir controlar o que irá
acontecer, ter apenas que confiar na certeza de que Deus tem o melhor pra mim.
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