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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Falling apart.

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 Hoje fui olhar minha casa nova. Detestei. Não é o meu cantinho, meu lugar, não parece comigo. Não consigo pensar positivo em relação a nada na minha vida. Sei que podia ver essa mudança também como um recomeço. Um novo ano, uma nova casa, novos ares, uma nova oportunidade. Simplesmente não consigo ver as coisas assim. Para mim, está tudo uma droga... Parece que está tudo dando errado. Mas sei que nada é tão ruim que não possa piorar, por isso vou me esforçar para enxergar o lado bom.  Acho que eu tenho o direito de chorar, de estar triste, de me sentir incapaz, sozinha.
  Há pouco tempo eu disse pra minha mãe que queria ser um cachorro, porque não tem responsabilidade com nada, é só comer, dormir, e fazer as necessidades. Sou cômica, eu sei. Ela me disse: “E se fosse um cachorro da rua?”, eu respondi:  “Pelo menos morria logo, e feliz.” Ela olhou pra mim e disse que eu tenho pensamentos de fracassada. Isso também porque às vezes penso em desistir, entrar em algum outro curso, e parar de “perder” anos da minha vida. Talvez eu seja fracassada mesmo, talvez toda força que eu achava que tinha fosse só uma ilusão.

Perdida.

 
  Hoje acordei achando que tudo tinha sido apenas um pesadelo, mas não. Não entendo bem como certas coisas acontecem, nem o porquê. A culpa pode ser minha. Não sei. Estou confusa. Perdida. Me sinto incapaz, uma decepção. Eu devia ter me preparado pra todas as possibilidades, até as mais inesperadas. E agora? E agora, todos me dizem, é tentar ser "forte". Acho que não sou tão forte o quanto eu imaginava. Vou ter que me superar. Já lidei comigo, agora lidarei com as pessoas mais importantes da minha vida. Força e bola pra frente. Sei que não estou sozinha. Nunca estive, e nunca estarei. Deus está comigo, e Ele quem me conforta.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Let it go.

  Cansada. Exausta. Mas feliz porque essa primeira etapa já passou. Confio que eu tenha me saído bem, mas se não for o caso, paciência e mais estudo.  Mas apenas pensamentos positivos. Me saí muito bem, e vou passar! E agora continuar estudando para a próxima fase.

  Eu estava em um momento, o qual denomino automático. Estava deixando tudo passar, sem dar muita importância. Inclusive as coisas que me incomodam. Mas agora algumas dessas coisas acordaram em meu consciente, e estão a me perturbar. Cobrando-me soluções e atitudes. Estou com esses assuntos na cabeça. Assuntos dos quais eu estava deixando-os guardados para depois serem resolvidos, se possível.  E agora eles me gritam. Não sei o que fazer, ou como resolve-los. Talvez a melhor maneira seja através de uma conversa. Conversar sempre é a melhor solução. Gostaria conseguir me expressar muito bem na fala. Mas fico confusa, e acabo não chegando conseguindo mostrar meu raciocínio, não chegando assim ao meu propósito.
  E se a conversa não resolver? Terei que tomar atitudes, atitudes que considero irreversíveis. Atitudes que eu não quero que sejam necessárias. Porque não me farão bem, e eu já tenho diversas coisas me fazendo mal, e não preciso de mais uma. E não sei se suportaria a saudade. Talvez até suportasse, mas não nesse momento. Esse não é o momento certo.
 É, vou tentar deixar pra lá.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Pesado demais.

  Hoje farei um desabafo.
  Não sei com quem conversar, e não consigo conversar sem cair no choro. Então minhas palavras viram lágrimas, e até agora não encontrei ninguém que tenha conseguido entende-las.

   Não sei por onde começar. Estou muito perdida. Meus pensamentos estão bagunçados. Estou tentando me achar. Achar minha força. Hoje, simplesmente, o objetivo do meu dia foi: Ser forte. Aguentar. Não desabar, ninguém precisa me ver completamente destruída. As forças que me restam são apenas para suportar o dia enquanto estou acompanhada, porque sozinha, não dá. Sozinha, sou apenas eu e minha consciência. Gritando. Acusando-me. Então as lágrimas correm como se já estivessem no limite. Meus olhos permaneceram cheios de lágrimas, durante todo o dia. É, eu estou no limite. A pressão que eu imponho sobre mim, é extrema. E a pressão que eu sinto pelos meus pais, também. Quando penso em não atender as expectativas, uma palavra é gritante em minha mente, entre tantas outras: Vergonha. Serei uma vergonha. E o problema não é ser uma vergonha pra mim mesma, porque afinal, eu tenho o que mereço, certo? Mas meus pais não merecem isso. Ter uma filha que causa vergonha a eles. Toda minha vida eu estudei nos melhores colégios, e sempre que precisava que algum reforço, meus pais não hesitavam e logo me colocavam. Eu estava indo mal em inglês? Então na mesma semana eu já estava fazendo alguma aula particular. Nunca me faltou nada. Na verdade, sempre tive tudo do “bom e do melhor”, então o que é, pelo menos, o esperado? Um retorno, certo? Pelo menos é isso que EU espero, e acredito que todos também. Mas nem isso eu tenho conseguido. E é tão duro escrever isso. Esmaga meu coração. Acaba comigo. Me despedaça. Sou apenas muitos caquinhos espalhados pelo meu quarto.
   Ano após ano, tento fazer tudo certo. No meu primeiro vestibular, eu renunciei tudo! Minhas horas de sono, minha vida social, o meu relacionamento familiar, minha alimentação, apenas uma coisa me importava: Estudar. Quando os resultados foram saindo, e as negações foram acontecendo, eu sempre pensava: “O que eu fiz de errado? Será que eu não mereço a minha tão sonhada aprovação?”. As pessoas me falaram que meu erro foi não ter tido umequilíbrio, estudado as horas certas, dormindo o suficiente, tendo minha horinha de lazer. Então, nesse ano de 2012, foi isso que eu tentei fazer, entrei na academia, voltei a ir semanalmente a igreja, comecei a reservar um dia do meu final de semana para sair um pouco. E o que eu esperava? A sensação de dever cumprido. Mas só sinto aquele vazio, aquele pensamento que eu poderia ter feito melhor, poderia ter estudado mais, talvez eu não devesse ter entrado na academia, talvez tenha sido perca de tempo. Agora é tarde demais. Minha primeira prova é domingo, e não estou tranquila, não estou com a sensação de paz no meu coração. E continuo me perguntando: “O que estou fazendo de errado?”.
              

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Monstros do armário

Todos já dormem. Encontro-me em mais uma madrugada. Solitária. Não ouço o barulho dos carros. Hoje é uma noite estranhamente quieta. Os únicos barulhos que me acompanham são os “tic tic tic...” do teclado enquanto digito, e os ruídos do ventilador.  Cheia de pensamentos. Ideias. Parece que resolveram me afrontar na mesma noite. Vontades. Dúvidas. Medos. O cansaço apareceu, mas o sono não. A insegurança aproveita pra me perseguir. A consciência começa a gritar o que antes estava guardado. Escondido. Sinto-me perdida. Oro para que tudo dê certo. Suplico que minhas vontades se entrelacem com as de Deus, mas se não, então que as Dele prevaleçam. Imploro conforto, aceitação, paz.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Wild world


Esse ano passou tão rápido. As lembranças passam como um filme correndo pela minha mente, conforme dias fogem de mim. É incrível assistir as memórias dos dias que já se passaram, sentir a expectativa e a insegurança do amanhã.  Tenho metas definidas e o medo de não alcança-las é pesado demais. Não gosto muito de não possuir o controle do meu 'amanhã'. 

Ultimamente ando pensando demais sobre tudo isso, sobre tudo o que eu quero pra mim. Me sinto um pouco perdida, sem forças. Pergunto-me pra onde foi toda minha energia, supostamente inesgotável. É, estou cansada, mas continuo... Agora não mais só por mim.
Ontem meu pai disse uma frase para minha irmã e para mim, e eu simplesmente não consigo mais parar de pensar nela: " O futuro cobra tudo". Realmente, tudo o que eu já fiz e tudo o que eu faço, cada decisão tomada, tem um preço, uma consequência. Algumas já vieram, outras estão a espera. E  essa frase anda me dando forças, me incentivando... Porque agora entendo, se eu desistir, o futuro irá atrás de mim com sua sentença.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Difícil de respirar



Passei um tempo considerável pensando sobre o porquê sinto-me presa, e é tão difícil tentar entender as origens disso. Não sei bem quando começou, talvez não tenha tido uma marca de iniciação, acredito estar intrínseco a mim, mas estou em uma constante busca por respostas.

Apesar de todos os meus sentimentos serem um pouco extremistas... Sinto demais, quero demais, acredito demais, amo demais, desconfio demais e principalmente penso demais. Minha racionalidade se sobressai. Às vezes acredito ser um dos meus piores defeitos. Antes de qualquer pessoa entrar de vez na minha vida, há um certo controle sobre todas as situações, todos o sentimentos... Não há entregas, nem expectativas, tudo é limitado. E não é permitido ultrapassar esse limite. Essa é minha regra de sobrevivência. Confesso não ser fácil, mas hoje já tornou espontâneo em mim. Há quem acredite que estou me privando de experiências incríveis, mas há quem queira conseguir fazer o que faço... Ter o controle de si, não me apegar até ser seguro. E eu sinceramente não sei no que é melhor, apenas sei não sou corajosa suficiente pra me render tão facilmente. Entretando, depois de uma zona de confiança formada, então a pessoa me tem, posso afirmar... Estou completamente entregue, e toda a precisão é deixada de lado. Enfim, estou me desviando do assunto que tinha em mente.

Fico apavorada só de pensar em decepcionar meus pais. Esse medo me afronta há tanto tempo, já nem tenho ideia desde quando. Sempre tive a necessidade de ser “o exemplo” de filha, de estudante, “a certinha” entre minhas amigas, e sempre tentei não fazer as coisas “erradas” (O "errado" a que me refiro, é de acordo com os preceitos me ensinados. Mas afinal, como saber o que é, de fato, o certo e o errado?). Meu jeito nunca foi por querem que eu fosse assim, EU queria se assim. "O orgulho". Isso criou, e cria constantemente, uma pressão imensa de mim sobre mim mesma. E até a algum tempo eu conseguia lidar com isso, e até respondia as minhas expectativas, mas depois do primeiro “não” dado a mim, está se tornando mais e mais difícil. E agora me sinto sufocada, por saber que posso, novamente, não responder as minhas expectativas, e decepcionar meus pais. Tento, juro que tento, me libertar dessa necessidade de ter sempre que acertar, e me permitir errar sem que haja um duro julgamento da minha consciência, o que parece já estar entranhado a mim, mas continuo tentando me permitir mais, afinal é com os erros que aprendemos, não é mesmo? Será mesmo preciso errar para aprender? Sei lá, mas é o que sempre me falaram. É tão torturante não conseguir controlar o que irá acontecer, ter apenas que confiar na certeza de que Deus tem o melhor pra mim.