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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Flores e corações

  Sim, sou romântica. Sempre fui. Sempre sonhei com o homem feito pra mim. Gosto das coisas a moda antiga. Gosto de flores e corações. Nada de "ficar" por ficar. "Contato físico mostra muito o jeito das pessoas.", foi a explicação de um menino. E alguém me diz quando que contanto físico começou a se referir apenas a beijo e sexo? E quanto a passar horas conversando? Dias convivendo? Isso não é contato físico? É SIM! Mas as pessoas estão esquecendo isso. E isso me dá medo,  que as pessoas começem a esquecer que o amor se constroe, não se acha pronto. E pra construir tem que conviver, conversar, confiar, brigar, se divertir, dividir momentos! E não se falarem por cinco minutos e pronto, já estarem atracados. Por essa ideia estar começando a predominar na cabeça das pessoas, que você vai achar a pessoa certa ficando com qualquer um, algumas acabam "cedendo" por não querer "ficar por fora", por não querer ser o "diferente". E hoje muito raramente encontro pessoas que queiram um relacionamento sério. Não querem estar "presas". E quando relacinamento tornou-se sinônimo de "prisão"? Quantas vezes eu já ouvi pessoas falando "Enquanto não encontro o(a) certo(a), me divirto com os errados(as)". Como assim? Que desespero é esse? Eu acredito que Deus tem um par pra cada um de nós, e temos que confiar e esperar nEle. Não estou falando que ficar em si tá errado, até porque eu não posso falar o que tá errado e certo pra cada um, mas ficar por ficar, eu não concordo. Mas, por exemplo, se você ta gostado de alguém e vocês já estão conversando, se indentificaram, estão se gostando, ai sim... Isso é completamente diferente, porque tem sentimento. E é isso que eu quero, que as pessoas sintam. Não ajam só por prazer, ajam por sentimento, por amor. Mesmo que depois não seja nada disso, porque obvio que somos humanos, imperfeitos, pecadores, e erramos, mas também não vai ser nada que você possa se arrepender, porque foi, em algum momento, um sentimento sincero.

  Mas como eu estava dizendo, eu sou romântica e sempre fui. Sempre sonhei com o homem feito pra mim. E eu achei você, sinto que você é feito pra mim, mas falta romance em você. Em mim falta sal, eu sei, mas você já é sal. Juntos ficamos no ponto. Ficamos? Sinto falta do que nunca tive, mas do que sempre desejei ter, alguém que olhe nos meus olhos e dia que está apaixonado por mim, diga que não aguenta passar um dia sem mim.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Difícil de respirar



Passei um tempo considerável pensando sobre o porquê sinto-me presa, e é tão difícil tentar entender as origens disso. Não sei bem quando começou, talvez não tenha tido uma marca de iniciação, acredito estar intrínseco a mim, mas estou em uma constante busca por respostas.

Apesar de todos os meus sentimentos serem um pouco extremistas... Sinto demais, quero demais, acredito demais, amo demais, desconfio demais e principalmente penso demais. Minha racionalidade se sobressai. Às vezes acredito ser um dos meus piores defeitos. Antes de qualquer pessoa entrar de vez na minha vida, há um certo controle sobre todas as situações, todos o sentimentos... Não há entregas, nem expectativas, tudo é limitado. E não é permitido ultrapassar esse limite. Essa é minha regra de sobrevivência. Confesso não ser fácil, mas hoje já tornou espontâneo em mim. Há quem acredite que estou me privando de experiências incríveis, mas há quem queira conseguir fazer o que faço... Ter o controle de si, não me apegar até ser seguro. E eu sinceramente não sei no que é melhor, apenas sei não sou corajosa suficiente pra me render tão facilmente. Entretando, depois de uma zona de confiança formada, então a pessoa me tem, posso afirmar... Estou completamente entregue, e toda a precisão é deixada de lado. Enfim, estou me desviando do assunto que tinha em mente.

Fico apavorada só de pensar em decepcionar meus pais. Esse medo me afronta há tanto tempo, já nem tenho ideia desde quando. Sempre tive a necessidade de ser “o exemplo” de filha, de estudante, “a certinha” entre minhas amigas, e sempre tentei não fazer as coisas “erradas” (O "errado" a que me refiro, é de acordo com os preceitos me ensinados. Mas afinal, como saber o que é, de fato, o certo e o errado?). Meu jeito nunca foi por querem que eu fosse assim, EU queria se assim. "O orgulho". Isso criou, e cria constantemente, uma pressão imensa de mim sobre mim mesma. E até a algum tempo eu conseguia lidar com isso, e até respondia as minhas expectativas, mas depois do primeiro “não” dado a mim, está se tornando mais e mais difícil. E agora me sinto sufocada, por saber que posso, novamente, não responder as minhas expectativas, e decepcionar meus pais. Tento, juro que tento, me libertar dessa necessidade de ter sempre que acertar, e me permitir errar sem que haja um duro julgamento da minha consciência, o que parece já estar entranhado a mim, mas continuo tentando me permitir mais, afinal é com os erros que aprendemos, não é mesmo? Será mesmo preciso errar para aprender? Sei lá, mas é o que sempre me falaram. É tão torturante não conseguir controlar o que irá acontecer, ter apenas que confiar na certeza de que Deus tem o melhor pra mim.