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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Perdida.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Constantes decepções
Hoje eu pensava em fazer
um post sobre Natal, e todos os sentimentos maravilhosos que ele nos trás. Não
o farei. É incrível como apenas cinco segundos de um dia pode estragar tudo,
tirar toda felicidade, e toda a expectativa. E não é a primeira vez que meu dia fica uma droga por causa da mesma pessoa. Estou cansada da falta de respeito
entre os casais de hoje, e eu sempre tive cuidado com quem me envolver justamente
pra evitar esse tipo de desilusão. Além de tudo, eu sou péssima em me abrir,
acabo sempre guardando os problemas pra mim, e isso acaba me fazendo mal. Sou
muito respeitosa com todas as pessoas com que convivo. Sempre tento me colocar
no lugar delas, antes de agir, apesar de serem poucos os que fazem o mesmo. Mas
o importante é que eu faço minha
parte, ao menos tento fazer.
O melhor modo de me desencantar, desapegar, é
me decepcionando ou me cansando. E no momento, estou os dois... Decepcionada e
cansada. E sem saber o que fazer. Uma conversa nesse momento, não acredito ser
possível. Mas também ninguém é adivinho. Dúvidas e mais dúvidas. Parece que a
cada problema resolvido aparece outro. Não quero partes. Quero um inteiro. Eu
já estou constantemente em pedaços, e não tenho mais forças pra juntar os meus e
os seus pedaços. Eu pensava que poderia pegar todas estas partes e formar um
inteiro pra nós dois. Não tenho mais tanta certeza.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Let it go.
Cansada. Exausta. Mas feliz porque essa primeira etapa já
passou. Confio que eu tenha me saído bem,
mas se não for o caso, paciência e mais estudo.
Mas apenas pensamentos positivos. Me saí muito bem, e vou passar! E
agora continuar estudando para a próxima fase.
Eu estava em um momento, o qual denomino automático. Estava deixando tudo passar,
sem dar muita importância. Inclusive as coisas que me incomodam. Mas agora
algumas dessas coisas acordaram em meu consciente, e estão a me perturbar. Cobrando-me
soluções e atitudes. Estou com esses assuntos na cabeça. Assuntos dos quais eu
estava deixando-os guardados para depois serem resolvidos, se possível. E agora eles me gritam. Não sei o que fazer,
ou como resolve-los. Talvez a melhor maneira seja através de uma conversa.
Conversar sempre é a melhor solução. Gostaria conseguir me expressar muito bem
na fala. Mas fico confusa, e acabo não chegando conseguindo mostrar meu
raciocínio, não chegando assim ao meu propósito.
E se a conversa
não resolver? Terei que tomar atitudes, atitudes que considero irreversíveis.
Atitudes que eu não quero que sejam necessárias. Porque não me farão bem, e eu
já tenho diversas coisas me fazendo mal, e não preciso de mais uma. E não sei
se suportaria a saudade. Talvez até suportasse, mas não nesse momento. Esse não
é o momento certo.
É, vou tentar
deixar pra lá. quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Monstros do armário
Todos já dormem. Encontro-me em mais uma madrugada. Solitária.
Não ouço o barulho dos carros. Hoje é uma noite estranhamente quieta. Os únicos
barulhos que me acompanham são os “tic tic tic...” do teclado enquanto digito,
e os ruídos do ventilador. Cheia de
pensamentos. Ideias. Parece que resolveram me afrontar na mesma noite. Vontades.
Dúvidas. Medos. O cansaço apareceu, mas o sono não. A insegurança aproveita pra
me perseguir. A consciência começa a gritar o que antes estava guardado.
Escondido. Sinto-me perdida. Oro para que tudo dê certo. Suplico que minhas vontades
se entrelacem com as de Deus, mas se não, então que as Dele prevaleçam. Imploro
conforto, aceitação, paz.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Wild world
Esse ano passou tão rápido. As lembranças passam como um filme correndo pela minha mente, conforme dias fogem de mim. É incrível assistir as memórias dos dias que já se passaram, sentir a expectativa e a insegurança do amanhã. Tenho metas definidas e o medo de não alcança-las é pesado demais. Não gosto muito de não possuir o controle do meu 'amanhã'.
Ultimamente ando pensando demais sobre tudo isso, sobre tudo o que eu quero pra mim. Me sinto um pouco perdida, sem forças. Pergunto-me pra onde foi toda minha energia, supostamente inesgotável. É, estou cansada, mas continuo... Agora não mais só por mim.
Ontem meu pai disse uma frase para minha irmã e para mim, e eu simplesmente não consigo mais parar de pensar nela: " O futuro cobra tudo". Realmente, tudo o que eu já fiz e tudo o que eu faço, cada decisão tomada, tem um preço, uma consequência. Algumas já vieram, outras estão a espera. E essa frase anda me dando forças, me incentivando... Porque agora entendo, se eu desistir, o futuro irá atrás de mim com sua sentença.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Difícil de respirar
Passei um tempo considerável pensando sobre o porquê sinto-me presa, e é tão difícil tentar entender as origens disso. Não sei bem quando começou, talvez não tenha tido uma marca de iniciação, acredito estar intrínseco a mim, mas estou em uma constante busca por respostas.
Apesar de todos os meus sentimentos serem um pouco extremistas... Sinto
demais, quero demais, acredito demais, amo demais, desconfio demais e principalmente
penso
demais. Minha
racionalidade se sobressai. Às vezes acredito ser um dos meus piores defeitos. Antes de qualquer pessoa entrar de vez na minha
vida, há um certo controle sobre todas as situações, todos o sentimentos... Não
há entregas, nem expectativas, tudo é limitado. E não é permitido ultrapassar
esse limite. Essa é minha regra de sobrevivência. Confesso não ser fácil, mas
hoje já tornou espontâneo em mim. Há quem acredite que estou me privando de experiências
incríveis, mas há quem queira conseguir fazer o que faço... Ter o controle de
si, não me apegar até ser seguro. E eu sinceramente não sei no que é melhor,
apenas sei não sou corajosa suficiente pra me render tão facilmente. Entretando, depois de
uma zona de confiança formada, então a pessoa me tem, posso afirmar... Estou
completamente entregue, e toda a
precisão é deixada de lado. Enfim, estou me desviando do assunto que tinha em
mente.
Fico apavorada só de pensar em decepcionar meus pais. Esse medo me
afronta há tanto tempo, já nem tenho ideia desde quando. Sempre tive a
necessidade de ser “o exemplo” de filha, de estudante, “a certinha” entre minhas
amigas, e sempre tentei não fazer as coisas “erradas” (O "errado" a que me refiro, é de acordo com os preceitos me ensinados. Mas afinal, como saber o que é, de fato, o certo e o errado?). Meu
jeito nunca foi por querem que eu fosse assim, EU queria se assim. "O orgulho". Isso criou, e cria constantemente,
uma pressão imensa de mim sobre mim mesma. E até a algum tempo eu conseguia
lidar com isso, e até respondia as minhas expectativas, mas depois do primeiro “não”
dado a mim, está se tornando mais e mais difícil. E agora me sinto sufocada,
por saber que posso, novamente, não responder as minhas expectativas, e
decepcionar meus pais. Tento, juro que tento, me libertar dessa necessidade de
ter sempre que acertar, e me permitir errar sem que haja um duro julgamento da
minha consciência, o que parece já estar entranhado a mim, mas continuo tentando
me permitir mais, afinal é com os erros que aprendemos, não é mesmo? Será mesmo
preciso errar para aprender? Sei lá, mas é o que sempre me falaram. É tão torturante não conseguir controlar o que irá
acontecer, ter apenas que confiar na certeza de que Deus tem o melhor pra mim.
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