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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Perdida.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Let it go.
Cansada. Exausta. Mas feliz porque essa primeira etapa já
passou. Confio que eu tenha me saído bem,
mas se não for o caso, paciência e mais estudo.
Mas apenas pensamentos positivos. Me saí muito bem, e vou passar! E
agora continuar estudando para a próxima fase.
Eu estava em um momento, o qual denomino automático. Estava deixando tudo passar,
sem dar muita importância. Inclusive as coisas que me incomodam. Mas agora
algumas dessas coisas acordaram em meu consciente, e estão a me perturbar. Cobrando-me
soluções e atitudes. Estou com esses assuntos na cabeça. Assuntos dos quais eu
estava deixando-os guardados para depois serem resolvidos, se possível. E agora eles me gritam. Não sei o que fazer,
ou como resolve-los. Talvez a melhor maneira seja através de uma conversa.
Conversar sempre é a melhor solução. Gostaria conseguir me expressar muito bem
na fala. Mas fico confusa, e acabo não chegando conseguindo mostrar meu
raciocínio, não chegando assim ao meu propósito.
E se a conversa
não resolver? Terei que tomar atitudes, atitudes que considero irreversíveis.
Atitudes que eu não quero que sejam necessárias. Porque não me farão bem, e eu
já tenho diversas coisas me fazendo mal, e não preciso de mais uma. E não sei
se suportaria a saudade. Talvez até suportasse, mas não nesse momento. Esse não
é o momento certo.
É, vou tentar
deixar pra lá. sábado, 15 de dezembro de 2012
Pesado demais.
Hoje farei um desabafo.
Não sei com quem conversar, e não consigo conversar sem cair no choro. Então minhas palavras viram lágrimas, e até agora não encontrei ninguém que tenha conseguido entende-las.
Não sei com quem conversar, e não consigo conversar sem cair no choro. Então minhas palavras viram lágrimas, e até agora não encontrei ninguém que tenha conseguido entende-las.
Não sei por onde começar. Estou muito perdida. Meus pensamentos estão bagunçados. Estou tentando me achar. Achar minha força. Hoje, simplesmente, o objetivo do meu dia foi: Ser forte. Aguentar. Não desabar, ninguém precisa me ver completamente destruída. As forças que me restam são apenas para suportar o dia enquanto estou acompanhada, porque sozinha, não dá. Sozinha, sou apenas eu e minha consciência. Gritando. Acusando-me. Então as lágrimas correm como se já estivessem no limite. Meus olhos permaneceram cheios de lágrimas, durante todo o dia. É, eu estou no limite. A pressão que eu imponho sobre mim, é extrema. E a pressão que eu sinto pelos meus pais, também. Quando penso em não atender as expectativas, uma palavra é gritante em minha mente, entre tantas outras: Vergonha. Serei uma vergonha. E o problema não é ser uma vergonha pra mim mesma, porque afinal, eu tenho o que mereço, certo? Mas meus pais não merecem isso. Ter uma filha que causa vergonha a eles. Toda minha vida eu estudei nos melhores colégios, e sempre que precisava que algum reforço, meus pais não hesitavam e logo me colocavam. Eu estava indo mal em inglês? Então na mesma semana eu já estava fazendo alguma aula particular. Nunca me faltou nada. Na verdade, sempre tive tudo do “bom e do melhor”, então o que é, pelo menos, o esperado? Um retorno, certo? Pelo menos é isso que EU espero, e acredito que todos também. Mas nem isso eu tenho conseguido. E é tão duro escrever isso. Esmaga meu coração. Acaba comigo. Me despedaça. Sou apenas muitos caquinhos espalhados pelo meu quarto.
Ano após ano, tento fazer tudo certo. No meu primeiro vestibular, eu renunciei tudo! Minhas horas de sono, minha vida social, o meu relacionamento familiar, minha alimentação, apenas uma coisa me importava: Estudar. Quando os resultados foram saindo, e as negações foram acontecendo, eu sempre pensava: “O que eu fiz de errado? Será que eu não mereço a minha tão sonhada aprovação?”. As pessoas me falaram que meu erro foi não ter tido umequilíbrio, estudado as horas certas, dormindo o suficiente, tendo minha horinha de lazer. Então, nesse ano de 2012, foi isso que eu tentei fazer, entrei na academia, voltei a ir semanalmente a igreja, comecei a reservar um dia do meu final de semana para sair um pouco. E o que eu esperava? A sensação de dever cumprido. Mas só sinto aquele vazio, aquele pensamento que eu poderia ter feito melhor, poderia ter estudado mais, talvez eu não devesse ter entrado na academia, talvez tenha sido perca de tempo. Agora é tarde demais. Minha primeira prova é domingo, e não estou tranquila, não estou com a sensação de paz no meu coração. E continuo me perguntando: “O que estou fazendo de errado?”.
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